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   Editoria: De: Até:    

06/02/2018
Prefeito de Osasco engaveta projeto de equiparação salarial de médicos

Rogério Lins propõe mudança no prêmio incentivo, o que não solucionará a falta de médicos no município

SIMESP
Após retirar da Câmara Municipal de Osasco a proposta que iria equiparar o salário dos médicos plantonistas e diaristas e engavetá-lo de vez, o prefeito Rogério Lins apresentou um projeto que sugere alterar o valor do prêmio incentivo dos médicos, que seria pago de acordo com a frequência e produtividade dos profissionais. “Nos preocupamos com a proposta porque é um valor variável, não é salário e, inclusive, pode ser cortado”, salienta Eder Gatti, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) e completa: “É mais um penduricalho.”

Outro agravante da proposta, levantado pelo presidente do Simesp, é o histórico da prefeitura de Osasco em relação a esse tipo de pagamento. “Já tivemos problemas porque eles atrelam o pagamento do prêmio incentivo à produtividade, o que não somos contra, mas o problema é que muitos médicos não produzem o que deveriam porque o sistema de agendamento do município não é eficiente e marca menos consultas do que o profissional está disponível para realizar. Esse sistema acaba subutilizando os médicos, que deixam de fazer maior número de consultas e procedimentos e são prejudicados no cálculo do prêmio. A prefeitura de Osasco precisa organizar melhor a rede de atenção à Saúde”, pondera.

Segundo Gatti, também há um movimento de cortes de prêmio incentivo em outros municípios, como aconteceu com os servidores municipais de Ribeirão Preto, o que pode acontecer também em Osasco. Além disso, esse valor não é levado em conta no momento do cálculo para aposentadoria, pois não é caracterizado com salário. “O ideal seria que a prefeitura oferecesse uma proposta que alterasse o salário, o que é mais seguro, e não vir com mais penduricalhos incertos. Caso contrário, o salário ainda seria baixo, o município continuaria perdendo profissionais, a rede de atenção à Saúde permaneceria sucateada e a população sofreria ainda mais com a falta de assistência”, avalia.

Desvalorização
Há um movimento de desvalorização dos profissionais na Osasco já recorrente, no qual o Simesp está fazendo frente para reverter a situação. Em outubro do ano passado, o Sindicato reivindicou um reajuste de 46,18% sobre o salário dos plantonistas e a equiparação salarial entre plantonistas e diaristas. Esse índice foi baseado na nas perdas salariais com a inflação acumulada nos últimos 10 anos. Além disso, foi solicitada a incorporação do Prêmio Incentivo aos salários.

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