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   Editoria: De: Até:    

09/03/2018
Cerca de 30 mil servidores protestam contra o confisco de Doria; Câmara discutirá o assunto em 15 de março
 

SIMESP
Entre 30 e 40 mil pessoas, de acordo com os organizadores, protestaram em frente à Prefeitura de São Paulo, na tarde de quinta-feira, 8, contra a tentativa do prefeito João Doria de aumentar a contribuição previdenciária dos servidores do município de 11% para até 19%. Juliana Salles, secretária de assuntos jurídicos do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), chama a medida de “roubo”.

“Isso é um roubo dos nossos salários”, disse aos manifestantes, em sua maioria mulheres, no Dia Internacional da Mulher. Afinal, se não bastasse o difícil cenário econômico que os brasileiros enfrentam, Doria ofereceu, no ano passado, o ofensivo “reajuste” de 0,01% aos servidores. Nenhum reajuste e um desconto ainda maior nos salários, essa, em resumo, é a proposta do prefeito.

“Acabar com o servidor público é acabar com a assistência na área da saúde”, protestou José Erivalder Guimarães de Oliveira, Secretário de Relações do Trabalho do Simesp. “Nós não temos mais a quantidade suficiente de médicos. A população está desassistida”, alertou.

Doria enviou, em 18 de dezembro, um projeto de lei (PL) à Câmara Municipal que promove violentas mudanças na previdência do município. E ele tem pressa (até porque logo irá deixar o comando da prefeitura para ser o candidato do PSDB, muito provavelmente, ao governo do estado de São Paulo): quer aprovar e sancionar o projeto até 31 de março.

No dia 15, próxima quinta-feira, haverá uma audiência pública na Câmara, às 15h, para discutir o assunto. “E vamos derrotá-lo na câmara municipal”, acrescentou José Erivalder Guimarães de Oliveira, convidando os servidores a se manifestar, novamente, nesse dia. Os trabalhadores do município exigem que o PL seja arquivado.

Uma infinidade de serviços da capital paulista esteve representada na paralisação de ontem: Hospital Maternidade Vila Nova Cachoeirinha, Hospital Municipal do Campo Limpo, Hospital Municipal Tide Setúbal, Pronto Atendimento Jd. Macedônia, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Tatuapé, Unidade Básica de Saúde Vila Borges, entre outros.

Greve

Durante a paralisação, importantes sindicatos da cidade de São Paulo decidiram entrar em greve até, pelo menos, o dia 15 de março, quando haverá a audiência na Câmara sobre o tema. Para saber mais, clique aqui.





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