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   Editoria: De: Até:    

02/10/2018
Médicos de Osasco trabalham sem receber salário
 

SIMESP
O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) recebeu denúncias nos últimos dias sobre a falta de pagamento dos médicos da rede de Osasco. Profissionais da Maternidade Amador Aguiar, da Atenção Primária à Saúde (APS) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) estão trabalhando sem receber o vencimento de julho. O Simesp notificou a prefeitura sobre o atraso no pagamento e aguarda esclarecimentos do ocorrido.

De acordo com o presidente do Simesp, Eder Gatti, essa atitude é um total descaso com os cidadãos. “Enquanto o prefeito da cidade, Rogério Lins, engana a população, pacientes estão sofrendo com a desassistência. Nós recebemos denúncias desses três serviços, mas não sabemos se outros também estão sendo prejudicados,” informou.

A situação já é recorrente, a empresa que contrata os médicos, Pires & Vanci Serviços Médicos, paga os profissionais apenas 45 dias depois do término do mês e mesmo assim ainda atrasa. O prazo para realizar o repasse da folha do mês de agosto é até dia 15 deste mês e nem sequer foi pago o salário do mês de julho ainda.

Para Gatti, isso é resultado do modelo adotado pela gestão, que enquadram os médicos como sócios ou prestadores de serviços. “Além de promover a fraude trabalhista, o modelo é ruim, os profissionais ficam sujeitos a calotes e são privados de direitos trabalhistas”.

Os profissionais já tiveram seus salários referente ao mês de maio atrasados e pagos apenas no dia 20 de julho e os salários de junho só em 22 e 23 de agosto. Devido aos atrasos nos pagamentos, alguns médicos já estão optando por deixar seus empregos.

Entenda o caso
A saúde de Osasco passa por uma grave crise. A prefeitura não contratou médicos concursados suficientes para atender a demanda e nem renovou os contratos de emergência com os profissionais. Como alternativa, o prefeito Rogério Lins terceirizou a mão de obra médica e agora essas empresas atrasam os salários de seus profissionais.

Além disso, faltam médicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município porque os profissionais estão com medo de também receberem calote, pois são contratados pela mesma empresa.


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