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20/03/2020
Após pressão de médicos, diretor do Hospital Emílio Ribas aceita dialogar sobre crise enfrentada pelo serviço referência em doenças infecciosas
 

SIMESP
Houve uma assembleia de médicos hoje, dia 20 de janeiro, no pátio do Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER), para debater os problemas que o hospital enfrenta há mais de seis anos, desde que foi instaurada uma reforma faraônica interminável no local. O serviço atua apenas com 94 leitos de internação dos 199 disponíveis, com déficit de equipes médicas e de enfermagem, além de faltar medicamentos e insumos para o atendimento dos pacientes em um momento que a demanda aumenta exponencialmente devido à pandemia da Civid-19 (coronavírus).

Os médicos definiram exigir dos gestores maior transparência em relação ao futuro do hospital e sobre as estratégias que serão adotadas referentes ao coronavírus. “Nesses seis anos de reforma o Emílio Ribas já enfrenta a sua terceira crise sanitária (anteriormente passou por epidemias de febre amarela e sarampo) com estrutura deficitária por conta dessa obra que não acaba”, explica Eder Gatti, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) e membro da Associação dos Médicos do IIER.

Após o debate sobre as pautas de reivindicação, os profissionais seguiram rumo à Casa Rosada (área administrativa do hospital) na tentativa de expor os problemas enfrentados ao diretor do instituto, Luiz Carlos Pereira Júnior, que recebeu os médicos. “Na conversa, houve a promessa de ser estabelecida uma mesa de negociação permanente para alinhamento sobre questões técnicas e estruturais para garantir condições seguras para o trabalho do médico e, acima de tudo, garantir atendimento médico de qualidade para a população neste momento delicado que o país enfrenta”, relata o presidente do Simesp.

Entenda o caso
A reforma do Instituto Emílio Ribas já havia consumido R$ 160 milhões de reais até junho de 2019, tendo previsão ainda de um gasto de pelo menos mais R$ 40 milhões até seu término nos próximos anos. Com o fim da obra, os leitos do IIER devem passar de 120 unidades para cerca de 250. Diariamente faltam medicamentos e insumos no hospital, o que atrapalha o trabalho e a assistência aos pacientes.

IIER é essencial para a população
O Emílio Ribas é de extrema importância para a saúde dos cidadãos do estado de São Paulo. É uma grande referência em doenças infecciosas, principalmente durante as grandes epidemias e crises de saúde pública. O Instituto tem o maior programa de residência médica em doenças infecciosas do Brasil e forma infectologistas para todo o país.



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